livre do CUT

Desde 2024, surge no país uma nova “tendência esquerdista” a partir das lutas dos trabalhadores e da juventude contra o “regime 6:1” e na luta contra a “superexploração” do homem e da natureza. Marcada sobretudo pela luta contra o governo fascista de Bolsonaro e a pandemia do coronavírus.

O contexto social: desde a virada do milênio, o Brasil se tornou um país neoimperialista (de baixa ordem) com os BRICS, o que levou ao surgimento de uma dúzia ou mais de supermonopólios nacionais e oligarquia financeira (como Lenin escreveu no livro “O imperialismo, estágio superior do capitalismo”).

Isso foi acompanhado pelo surgimento de um “novo” proletariado industrial e uma “nova” classe trabalhadora composta. Esta agora representa a maioria dos trabalhadores no Brasil. Mesmo sociólogos burgueses não podem negar a tendência, como R. Antunes ou M. Chaui. Mas não são capazes, de fazer uma análise concreta da situação concreta na luta de classes (num caminho revolucionário). Por isso, prevalece a ideologia burguesa de que surgiu uma nova “classe média”, mas não uma nova classe trabalhadora. É claro: isto é uma propaganda burguesa para dividir e enfraquecer a classe trabalhadora.

O desenvolvimento de camadas intermediárias pequeno-burguesas proletarizadas como parte da classe trabalhadora no sentido mais amplo diz respeito principalmente às áreas que a mídia burguesa denomina “setor de serviços”. Como, por exemplo, todo o “setor de logística e transporte”. São milhões de trabalhadores e funcionários simples ou mesmo “autônomos” (como as empresas baseadas em aplicativos que exploram excessivamente seus “trabalhadores”, os chamados “empreendedores individuais”). Ou ainda os funcionários de call- ou shopping centers, empregados domésticos, etc.

Isso também se aplicava ao período das Jornadas de Junho de 2013. Naquela época, esse novo movimento juvenil protestava como expressão indireta dessa “nova” classe trabalhadora e de uma consciência de classe recém-formada – mas ainda marcada por métodos e objetivos pequeno-burgueses. Como expressão do modo de pensar pequeno-burguês: com base no espontaneísmo e métodos antiautoritários (rejeição de partidos, bandeiras ou hierarquias).

Quando esse movimento juvenil (como o MPL) alcançou parte da sua luta por “transporte gratuito” (retirada do aumento das tarifas em vários centros urbanos), eles abandonaram a luta … isso abriu espaço para a “nova direita” (na verdade neofascistas como MBL ou ROL), que então assumiu o controle dos protestos com a ajuda da mídia e da polícia. Não existe “vácuo na luta de classes. Ela só pode ser conduzida com sucesso com uma análise concreta da situação concreta e uma estratégia e tática proletárias na luta de classes revolucionária.

Isso tinha que levar à derrota: sem um partido operário marxista-leninista revolucionário que trabalhe com base no modo de pensar proletário. Ou, como disse Lenin: o anarquismo é o castigo pelo oportunismo no movimento operário. As lutas como as do MPL, MTST, MST, MAB …. são lutas reformistas importantes, se usam métodos democráticos. Mas sempre carregam em si o germe da derrota, porque não são verdadeiras “auto-organizações” imparciais das massas, mas ramificações de partidos e movimentos burgueses ou pequeno-burgueses (como os trotskistas com seu “entrismo” divisório).

Embora existam muitos movimentos e grupos que se autodenominam revolucionários, marxistas ou socialistas, não existe um verdadeiro partido operário revolucionário marxista-leninista (com a maioria dos trabalhadores e pequenos funcionários ou camponeses como membros). Existem, porém, dezenas de partidos, sindicatos e movimentos que reivindicam essa identidade, ou milhares de membros que realizam um trabalho minucioso que, em parte, poderia ser chamado de “progressista a revolucionário”. Mas, muitas vezes, são os intelectuais que assumem a liderança ou reivindicam essa função … e assim não dá certo!

A luta pela redução da jornada de trabalho (contra “regime 6:1“) tem o potencial de uma “ofensiva operária” e a base para lutas de massa como no Junho de 2013. Para isso, é preciso tirar lições dessas lutas … A luta pela redução da jornada de trabalho deve estar ligada à luta pelo socialismo autêntico. No Brasil, isso significa – acima de tudo – desenvolver um trabalho sindical positivo e internacionalista, como plataforma para lutar por um sindicato unitário combativo e para a luta contra o anticomunismo moderno e todas as formas do oportunismo.

Para isso, é necessário o seguinte fato fundamental: na luta de classes, é necessária uma vanguarda revolucionária, que só pode ser entendida como um partido operário de novo tipo (para o século XXI) – com a ajuda da “doutrina do modo de pensar” – que o comunista e marxista-leninista alemão Willi Dickhut ajudou a fundar (https://www.mlpd.de/videos/wer-war-willi-dickhut).

Marx disse uma vez: a obra de construção do partido operário revolucionário só pode ser obra dos próprios trabalhadores. Nesse sentido, quero considerar o seguinte texto como um panfleto para todos os trabalhadores, mulheres, lutadoras do povo e jovens rebeldes. Pois a luta da classe trabalhadora em todo o mundo tornou-se quase a mesma e é urgentemente necessária, em cada luta, a solidariedade internacional na luta de classes e na luta de libertação dos povos …

“Proletários de todos os países e oprimidos, uni-vos!”

… esta continuando

A importância da redução da jornada de trabalho na luta de classes no Brasil – como o movimento operário vai em frente!

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